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terça-feira, 13 de setembro de 2016

É Paralimpíada ou Paradetransmitir mesmo?

Caros leitores do blog,

Primeiramente, perdoe-nos o trocadilho, mas hoje o assunto que abordaremos se desdobra em outro que deveria ser também mais uma conquista para os cidadãos cariocas, o famoso legado olímpico, mas que está passando despercebida, assim como o evento das paralimpíadas. 

Infelizmente, as transmissões que suspendiam novelas e programas, as emissoras com seus 300 canais para cobrir por completo as olimpíadas, deram lugar a meros boletins (geralmente na madrugada, no caso da TV aberta) e a "flashes" durante a programação tão rápidos quanto o próprio herói dos quadrinhos de nome semelhante. 

Jogos como os paralímpicos deveriam ter, no mínimo, a mesma importância dada para os olímpicos. Superação define esses atletas que driblam as dificuldades e se tornam exemplos disso ao buscarem, mesmo com todas as limitações, a prática de esportes. Porém, parece que a esse enorme exemplo de humanidade e superação não é dado a mínima. 

A abertura sequer foi mostrada nas grandes redes, pouca gente sabe que o evento está rolando na cidade e, salvo engano, apenas a tv que pertence ao governo federal está realizando transmissões dos jogos ao vivo e na íntegra na tv aberta. 

Um evento importantíssimo que serviria para se levantar várias bandeiras defendidas pelas pessoas que apresentam alguma deficiência, principalmente no tocante a acessibilidade está sendo apagado pela pouca, ou nenhuma, importância ao mesmo dada. Esta questão, que não é um problema exclusivo da cidade que realiza os jogos, poderia voltar os olhos da população - e do poder público, claro - a questão da acessibilidade aos portadores de necessidades especiais. 

São pouquíssimos os lugares, públicos ou privados, que são pensados também para atender a esta questão. Algumas conquistas foram alcançadas como os ônibus que possuem vagas reservadas para cadeirantes, mas isso ainda é pouco. 

Espaços precisam se adequar as necessidades de TODOS os cidadãos. Já não cabe mais a humilhação e dependência da boa vontade alheia para que obstáculos como rua esburacadas e calçadas sem rampas ou com piso especial, por exemplo, sejam vencidos. 

Os jogos paralímpicos seriam uma vitrine e tanto para chamar a atenção dos governantes por todo o mundo; já que se trata de um evento mundial, a se dedicarem para questões ligadas a acessibilidade. Infelizmente, parece que se faz questão de manter as paralimpíadas e a questão da acessibilidade nos espaços, invisíveis a sociedade em geral.  

Com isso, perdemos nós por não termos um acesso pleno a este tipo de evento que na verdade é uma lição de vida e tanto, assim como se perde uma ótima oportunidade de se divulgar a causa da acessibilidade e cobrar das autoridades propostas que permitam cada vez mais o deslocamento de todos os cidadãos. Afinal de contas, o direito de ir e vir pertence a todos, sem exceção. 

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