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terça-feira, 6 de setembro de 2016

Até 2030 a população brasileira será de maioria idosa. O que isso representa para o nosso país?

Segundo publicação do site UOL, estima-se que até 2030 a população brasileira será de maioria idosa. 

Essa mudança na nossa estrutura etária, causará uma série de impactos em nosso país. Impactos esses que exigirão mudanças na economia, na gestão pública, nos transportes e até mesmo na forma como os espaços se montam e remontam para atender a este montante da população que será maioria em menos de duas décadas. 

Dentre os impactos dessa mudança no nosso perfil populacional, podemos citar os seguintes:

  • Repensar os equipamentos urbanos > Com uma população de maioria idosa, certos equipamentos urbanos terão de ser repensados. Os ônibus terão que apresentar pisos mais baixos (isso já acontece em algumas cidades), sinais de trânsito terão um tempo maior de travessia para os pedestres, locais terão que ter seus acessos facilitados por meio de rampas e elevadores. Enfim, diversos equipamentos urbanos terão de ser repaginados para atender a esta fatia de nossa população. 
  • Investimentos cada vez maiores na saúde pública > As esferas de governo terão que investir cada vez mais na saúde. Desde a contratação de mais geriatras para os hospitais públicos como campanhas de vacinas voltadas para esta faixa etária da população, como já acontece com a vacina da gripe, por exemplo. Haverá também que se investir em pesquisas para doenças que afetam mais os idosos, como o Alzheimer, por exemplo, para descobrir formas de combatê-las ou retardá-las. 
  • Incentivo a políticas natalistas > Também caberá ao governo investir em políticas natalistas para que, a longo prazo, a nossa pirâmide etária volte a ter o predomínio da população jovem. Em curto e médio prazo, a solução pode ser um incentivo à migração. Visto que os imigrantes chegariam aqui já em idade de poder trabalhar. 
  • Cobrir o "rombo" da Previdência Social > Com uma população de maioria idosa, é natural que se tenha um número maior de aposentados do que de trabalhadores. No entanto essa conta simples se torna nociva à Previdência Social que, logicamente, estaria "gastando" mais e "arrecadando" menos. Uma das soluções para isso pode ser o ponto acima levantado. Outra consiste em prolongar o tempo em atividade da população idosa. Essa questão, meio duvidosa - pelo menos para nós - se pauta no aumento da expectativa de vida ter aumentado em nosso país nos últimos anos. Embora esse ganho de anos a mais não signifique que serão vividos com qualidade, a ideia é estender para cada vez mais tarde a idade para poder se aposentar. Neste caso a experiência dos idosos seria aproveitada para ensinar e treinar os mais jovens, aqueles que estarão começando a trilhar o caminho que os idosos já percorreram e, portanto, tem muito a lhes ensinar.
  • Outro ponto que também podemos destacar refere-se a participação dos idosos na economia, especialmente no setor de turismo. Se o atual governo não resolver extinguir, existe um programa do governo federal chamado viaje mais melhor idade que incentiva os idosos a viajarem pelo Brasil. Com isso, ganha o setor de turismo, pois geralmente essas viagens são realizadas em época de baixa temporada; ganha a economia do país, em suas mais diversas escalas, com o consumo dos idosos desde a alimentação até as famosas lembrancinhas pra família; e, claro, ganha o idoso, com a possibilidade de entrar e explorar um mercado que, verdade seja dita, não é voltado para eles. 


Fato é que com o perfil etário de nossa população se modificando, e rapidamente, mudanças deverão ocorrer nos mais diversos departamentos. As ações que elencamos acima são apenas o começo dos impactos e das mudanças que são necessárias para atender aquela que será a maior parcela da nossa população tão logo se inicie a terceira década deste milênio. 

Se elas serão feitas - e a contento - serão cenas dos próximos capítulos... 

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