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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Protesto Contra Remoção de Moradias

Segundo a notícia abaixo moradores de morros do Rio de Janeiro foram protestar contra a não remoção de suas famílias da localidade pela prefeitura.

O que por muitos pode ser analisado em um discurso preconceituoso e completamente absurdo que é " Tá vendo, a prefeitura quer tirar eles de lá mas eles não querem sair. Tem mais é que cair com barraco e tudo mesmo" esconde fatos que muitas vezes a imprensa não noticia (pra variar, é claro).

Ninguém escolhe morar em área de risco por que quer, mas sim por necessidade.

Seja por não ter condições de comprar um apartamento ou uma casa - graças a especulação imobiliária que jogou as pessoas de baixa renda para longe do coração econômico Rio de Janeiro, isso em escala correspondente ao Rio e Grande Rio - ou seja pela outra face do problema acima exposto, ou seja, a especulação imobiliária levou pessoas a só terem condições de comprar uma moradia longe de seus empregos; o que torna extremamente dispendiosa e cansativa o trajeto casa-trabalho-casa e a unica saída para resolver esta situação é se mudar para uma moradia modesta no alto dos morros. Enfim, independentemente do motivo que seja o mesmo não é noticiado justamente porque para o resto das pessoas não importa o problema delas mas sim a remoção delas, para que as mesmas deixem de ser um problema para a administração pública.

Contudo, algumas pessoas podem querer argumentar que a prefeitura tem tudo organizado para uma realocação dessas pessoas e quando não tem oferece aos moradores o aluguel social...

Pois bem, nada mais faz a prefeitura do que tentar sanar um problema para o qual a mesma fechou os olhos durante anos, décadas, séculos... Problema esse que só entrou na pauta porque a imprensa está caindo em cima desde que ocorreu o trágico acidente em Niterói. Só que além de fazerem isso depois de anos de silêncio, ainda "resolvem" o problema, desculpe o termo, de forma "porca".

O aluguel social é apenas paliativo, pois dura um ano e é de 400 reais o valor. Não estou dizendo com isso que deveriam alugar mansões para famílias morarem, mas sim que o projeto que deveria ser apenas paliativo é aplicado como definitivo, afinal de contas infelizmente nosso povo tem memória curta e em pouco tempo ninguém mais se lembrará disso, ainda mais em ano de copa do mundo. Caso você discorde, se pergunte e pesquise se até hoje a tragédia de Angra de Reis no início do ano foi solucionada a contento de todos aqueles que perderam suas casas e que até hoje, 5 meses depois praticamente, ainda não possuem sua residência.

Outro aspecto que muito me incomoda, mas que para muitos é vendido como a solução, mais particularmente no caso de Niterói é a remoção dos moradores do morro do Bumba para Bangu !
Como se a distância geográfica fosse curta e/ou a cidade fosse muito bem organizada em termos de logística de transportes para facilitar o deslocamento dessas pessoas para o seu local de trabalho.
Por que o projeto prevê casas populares... Você não vê em nenhum momento a previsão da construção com a ajuda do governo de uma área comercial, coisas simples como uma padaria ou comércio de pequeno porte qualquer, que permita as pessoas conseguir um emprego próximo de suas residências para que não tenham que se deslocar por grandes distâncias para chegarem aos seus empregos.

Enquanto essa questão não for resolvida por um plano grandioso e com investimento pesado vários outros protestos como o noticiado se multiplicarão. Mas o que se há de fazer quando o plano é paliativo, pautado na memória curta do povo, e o investimento pesado só se faz em copa do mundo, porque investir em quem necessita é perda de tempo....


Cerca de 400 manifestantes protestavam, por volta do meio-dia, em frente ao Centro Administrativo da prefeitura do Rio de Janeiro, na Cidade Nova, contra a remoção da favela do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa. Três ônibus trouxeram moradores de outras comunidades, como Complexo da Maré, Cidade de Deus e favelas da zona oeste. Eles querem entregar uma carta ao prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), para que ele desista da remoção. Policiais do 1º Batalhão de Polícia Militar (PM) acompanhavam a manifestação.




Extraído de msn.com.br

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