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segunda-feira, 26 de abril de 2010

A sucata da sucata

Na onda do neo-liberalismo, que chegou ao Brasil nos início dos anos 90, vários serviços prestados ao público pelo governo foram sucateados para que assim se pudesse colocar mais rapidamente esses serviços na mão do setor privado.
Com a saúde não foi diferente... O sistema público de saúde é vergonhoso e deficitário ao extremo, levando assim muitas pessoas, aquelas que financeiramente puderam, a migrarem para os famosos planos de saúde. Contudo, parece que até os planos de saúde andam deficitários prejudicando milhões de brasileiros...

É... Parece que parte da população largou um serviço sucateado por outro...

Cinco milhões de pessoas no Brasil pagam por planos de saúde com grave insuficiência de laboratórios, consultórios e hospitais, situação que possibilita dificuldades e negativas de cobertura para a realização de consultas, internações e exames garantidos pelo contrato assinado. Os dados são de estudo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apresentado em 2009 e obtido pelo Estado. Foram avaliadas 35 das maiores operadoras do mercado em número de clientes. Segundo o trabalho, 71% estavam com deficiência média ou grave na rede assistencial.

A deficiência mais frequente foi quanto aos serviços auxiliares de diagnóstico e terapia disponíveis, como os laboratórios que fazem exames de imagem - problema encontrado em 88,5% das operadoras analisadas. As empresas avaliadas fazem parte do conjunto de 43 operadoras que concentram 50% dos usuários de planos médico-hospitalares no Brasil. Um total de 42,9 milhões de pessoas têm convênios de assistência médica atualmente no País.

A Fenasaúde, entidade que representa as principais empresas do setor de planos, apontou que o estudo tem limitações - como não considerar as realidades de saúde de cada localidade, mas olhar todos os municípios onde os planos estão como se tivessem as mesmas necessidades (mais informações nesta página). Mas a entidade reconhece que há defasagem em algumas situações, decorrente da falta de oferta adequada de prestadores dos serviços. "A rede privada sofre do mesmo problema que o Sistema Único de Saúde (SUS)", justificou Solange Mendes, coordenadora-executiva da entidade. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Extraído de msn.com.br

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