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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Onda de protestos atinge também o Iêmen

A onda de protesto contra as ditaduras do mundo árabe atingiu também o Iêmen e as manifestações contra o seu presidente, há 32 anos no poder, já começam a tomar as ruas. 
Para variar, o presidente disse que não vai deixar a presidência e que se quiserem que vão às urnas tirá-lo (simples assim...).
O fato é que os protestos já começam a ganhar as ruas e mais um levante contra uma ditadura se faz no mundo árabe. Resta ver agora o final dessa história. 

SANAA (Reuters) - O presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, disse que os manifestantes que exigem sua renúncia não poderão obter seu objetivo por meio da 'anarquia e do assassinato'. 'Se querem o poder devem alcançá-lo pelas urnas', disse Saleh, há 32 anos no cargo, numa entrevista coletiva em Sanaa, a capital.
Pelo menos 12 pessoas morreram em protestos desde quinta-feira no país, um dos mais pobres do mundo árabe. Nesta segunda-feira, as forças de segurança mataram a tiros um adolescente na cidade portuária de Áden (sul). Outros quatro jovens que apedrejavam uma patrulha ficaram feridos.
Os protestos no Iêmen são parcialmente inspirados nas recentes rebeliões que derrubaram ditaduras no Egito e na Tunísia.
Saleh promete realizar reformas nas leis eleitorais e deixar o cargo em 2013, mas uma oferta de diálogo feita por ele foi rejeitada pelos partidos da oposição, que alegam não haver condições de negociar enquanto o governo usar a força contra os manifestantes.
Saleh também acusou a oposição de ser violenta. 'Sim às reformas', disse ele aos jornalistas. 'Não aos golpes e a tomar o poder por meio da anarquia e do assassinato (...). Vocês querem que o regime vá embora - então venham e se livrem dele por meio das urnas.'


Extraído de msn.com.br

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