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sábado, 19 de maio de 2012

Hollande assume presidência da França e tenta dar novos rumos ao país

Derrotado pela estagnação da economia francesa e pela crise na Europa, Sarkozy sai de cena (ainda bem ! Pelo menos espero que o próximo presidente não seja xenofóbico) e dá lugar a Hollande, presidente socialista que pretende tirar a França dessa situação. 

Mesmo sendo fortemente sentida pela Grécia, os efeitos da crise européia começam a respingar em outros países, e a não reeleição de Sarkozy foi um reflexo disso. Hollande vem como uma resposta da população a tentativa de contornar uma economia estagnada e uma taxa de desemprego tão alta como não se via a mais de uma década. 

Segundo o novo presidente francês o primeiro passo para contornar essa situação é uma conversa com a chanceler alemã Angela Merkel que se mostra pró medidas de austeridade, ao contrário do novo presidente. 

São apenas os primeiros passos de Hollande, se o mesmo conseguirá ou não cumprir o que diz é uma questão de tempo... Apesar disso, também nota-se que a crise européia começa a derrubar governos; Sarkozy caiu, será que outros também cairão ?

François Hollande assumiu nesta terça-feira como presidente da França, numa cerimônia que traz um socialista ao poder num momento em que a crise fiscal da zona do euro se agrava cada vez mais e a economia francesa dá sinais de estagnação.

Hollande, que derrotou o então presidente Nicolas Sarkozy no segundo turno da eleição presidencial, no último dia 6, começará a lidar imediatamente com a crise europeia ao viajar ainda hoje para Berlim para se reunir com a chanceler alemã, Angela Merkel.

"Meu mandato é fazer uma reviravolta na França de maneira justa e abrir um novo caminho na Europa", disse Hollande durante o discurso de posse.

O novo presidente francês prometeu desafiar Merkel, que tem imposto duros cortes de gastos como o melhor remédio para curar as finanças públicas dos países europeus endividados, com a recomendação de políticas pró-crescimento.

No entanto, o encontro de Hollande e Merkel tem como pano de fundo as difíceis negociações entre os líderes gregos para a formação de um governo de coalizão. O fracasso das conversas pode levar a Grécia a deixar a zona do euro.

Em casa, Hollande herda uma economia sem fôlego. Números divulgados hoje mostram que a economia francesa ficou estagnada no primeiro trimestre e expandiu apenas 0,1% nos últimos três meses de 2011.

O crescimento anêmico - o Banco da França prevê nova estagnação no segundo trimestre - tornará difícil a tarefa de Hollande de controlar a taxa de desemprego, que chegou a 10%, o maior nível em 13 anos.

Além disso, a Comissão Europeia alertou a França na semana passada que, sem mudanças na política econômica, o país não conseguirá reduzir o déficit orçamentário a 3% do produto interno bruto (PIB) em 2013, como foi estabelecido para todos os países da zona do euro. As informações são da Dow Jones.


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