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sábado, 19 de maio de 2012

ONU desenvolve sua obviedade, dessa vez com a África

É impressionante como a ONU não perde essa sina de obviedade em relação ao que produz em seus relatórios. 

A bola da vez agora foi anunciar que o desenvolvimento na África, em especial a parte subsaariana, não pode se dar sem uma distribuição de alimentos que atenda minimamente a sua população (!). 

O relatório aponta que políticas devem ser implementadas para combater a fome, como o aumento da produção agrícola e uma maior justiça social (!). 

Óbvio, não ?!

Agora por que a ONU também não relata que o continente como um todo está assim por conta de décadas e mais décadas de exploração por europeus e norte-americanos, cuja recuperação disso ainda não se fez completa até hoje ? (até porque o continente ainda é explorado por eles...).

Por que também a ONU ao invés de só dizer o que os países devem fazer, não faz algo construtivo e ajuda de fato os mesmos a reverterem esse processo ? Dizer o que está errado é fácil e isso todo mundo sabe, agora ajudar a reverter a situação que é bom ninguém ajuda... 


Nairóbi, 15 mai (EFE).- A África Subsaariana não pode manter seu atual indice de crescimento econômico se não acabar com a fome que afeta mais de 200 milhões de pessoas na região, advertiu nesta terça-feira o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) em Nairóbi.

"Os impressionantes índices de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na África não se traduzem na eliminação da fome e da desnutrição. O continente necessita de um crescimento inclusivo e de políticas centradas nas pessoas e na segurança alimentar", afirmou a administradora do Pnud, Helen Clark, em comunicado.

Essas declarações marcaram a apresentação do "Relatório do Desenvolvimento Humano de África 2012: Em direção a um futuro de segurança alimentar", elaborado pelo Pnud e divulgado hoje na sede da ONU na capital queniana.

O documento aponta que a desnutrição afeta um quarto dos 856 milhões de habitantes da África Subsaaariana, que continua sendo "a região de maior insegurança alimentícia do mundo".

"Neste momento, mais de 15 milhões de pessoas estão em risco somente em Sahel (...) um número similar ao registrado no Chifre da África, que continua sendo vulnerável após a crise alimentícia do ano passado em Djibuti, Etiópia, Quênia e Somália", ressalta o texto.

Essa situação entra em contradição com "as elevadas taxas de crescimento registradas na África Subsaariana nos últimos anos, algumas delas entre as mais rápidas do mundo, e com as melhorias da esperança de vida e da escolarização, que não resultaram em uma melhora da segurança alimentar".

Além disso, o relatório ainda exalta "um duro paradoxo: em um mundo com excedente de comida, a fome e a desnutrição continuam onipresentes em um continente com grandes recursos agrícolas", disse o diretor do Pnud para a África, Tegegnework Gettu.

De acordo com Clark, a construção de um futuro com segurança alimentar na África só será conquistado se "os esforços incluírem todas as políticas de desenvolvimento".

Nesse sentido, o relatório pede que sejam aplicadas ações "imediatas", como o aumento da produção agrícola e uma maior justiça social.

A segurança alimentar, segundo a definição esgrimida na Cúpula da Alimentação de 1996, significa que "as pessoas devem ter acesso de maneira consistente e suficiente à comida nutritiva para satisfazer suas necessidades e poder levar uma vida saudável", lembra o relatório. EFE

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