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domingo, 24 de outubro de 2010

Crise econômica ainda causa estragos na Inglaterra

Essa semana o governo inglês anunciou cortes nos gastos públicos na casa dos bilhões de libras bem como a demissão de centenas de milhares de funcionários. Logicamente que as medidas causaram protestos de imediato por parte da população que se viu ameaçada com essa medida. O governo tentou amenizar a situação, mas o fato é que eles foram eleitos justamente sob a bandeira de resolver os déficits orçamentários do governo (que aliás está entre os piores dos países da zona rica). Contudo, não acredito que seus eleitores pensaram que seria desta forma. 
Enquanto isso os efeitos da crise parecem intermináveis...


O ministro das Finanças da Grã-Bretanha, George Osborne, apresentou hoje (20/10) o maior programa de cortes orçamentários em décadas, com o objetivo de reduzir o déficit e recuperar a economia. Dentre as medidas mais dramáticas estão o corte de 490 mil empregos públicos e o corte total dos gastos públicos em 19% (130 bilhões de libras ou 344 bilhões de reais), ambos num espaço de quatro anos. O governo também anunciou que a idade mínima para aposentadoria será aumentada de 64 para 66 anos até 2020, para homens e mulheres.
Em declaração na Câmara dos Comuns, o ministro garantiu que as medidas são “inevitáveis”, mas assegurou que o governo de coalizão entre conservadores e liberais-democratas conseguiu desde maio tirar o país da “zona de perigo” para situá-lo no caminho da “responsabilidade”. Protestos contra os cortes foram marcadas para esta quarta-feira em Londres e outras cidades britânicas.
Além disso, Osborne revelou que todos os benefícios do governo para cidadãos em idade para trabalhar serão substituídos por um crédito universal: “Nenhuma família que não tem membros trabalhando receberá mais benefícios do que as outras famílias que trabalham”, afirmou o ministro, segundo o Daily Telegraph.
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou que os cortes são “difíceis, mas justos” e tentou tranquilizar a população quanto à extinção de postos de trabalho: “Claramente esse é um momento de ansiedade para queles que trabalham no setor público, mas temos um plano que se estenderá por quatro anos, não é algo que acontecerá todos os dias”, disse, de acordo com comunicado.
Crise
A Grã-Bretanha tem hoje o maior déficit público de sua história, de mais de 150 bilhões de libras (cerca de R$ 398 bilhões). O valor equivale a 11% do PIB do país, um dos níveis mais altos entre as nações ricas.
Nos próximos quatro anos, os cortes de gastos do governo britânico devem chegar a 83 bilhões de libras (cerca de R$ 220 bilhões). Também espera-se a elevação de impostos para incentivar a arrecadação em 29 bilhões de libras (cerca de R$ 77 bilhões).
Os anúncios de hoje eram aguardados desde as eleições de maio, quando o Partido Conservador venceu com a bandeira de tomar uma “ação urgente” para equilibrar as contas públicas. Logo após a posse, o governo já havia anunciado cortes de mais de 6 bilhões de libras (cerca de R$ 16 bilhões) ainda neste ano fiscal.
Ontem, foram anunciados cortes de 8% do orçamento de Defesa na Grã-Bretanha. Mais de 40 mil postos de trabalho devem ser cortados no ministério e nas Forças Armadas do país.

Extraído de cartacapital.com.br 

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