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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Guerra Comercial

A Alemanha, maior exportador da Europa, vem fazendo seguidos pedidos a China para que não continue a utilizar a sua taxa cambial abaixo do mercado alegando que isso é uma medida injusta na competição pelo mercado global, principalmente o norte-americano. O fato já foi levado a reunião do FMI e não se chegou a nenhuma conclusão e novamente será levado a reunião do G-20. A Alemanha insiste que a China suspenda essa prática afim de se evitar uma guerra comercial, pois  isto a afeta diretamente por ser o maior exportador do continente bem como pela valorização do Euro.
O receio da Alemanha se justifica, pois em uma guerra comercial com a China não é muito difícil prevermos quem sairá vencedor...



O maior exportador da Europa, a Alemanha, manteve a pressão para que a China alinhe de forma mais justa sua moeda com as de seus parceiros comerciais. O governo alemão alertou que uma guerra comercial pode resultar da competição entre os países para ajudar seus exportadores por meio do controle de suas moedas.
O ministro da Economia alemão, Rainer Bruederle, afirmou que depende da China evitar uma disputa comercial prejudicial com os Estados Unidos. 'Nós precisamos ter cuidado para que a guerra cambial não se transforme em guerra comercial', disse o ministro, em entrevista ao jornal Handelsblatt. 'A China carrega muita responsabilidade para garantir que isso não cresça', acrescentou.
Bruederle não quis especificar quais medidas podem ser tomadas para contrabalançar a política da China de manter a taxa de câmbio do yuan baixa, que alguns governos do Ocidente dizem dar às exportações chinesas uma vantagem competitiva injusta. Mas o ministro alertou que tarifas de importação punitivas, que os legisladores dos EUA estão considerando, 'apenas levariam à retaliação'.
Há anos a Europa vem pedindo que a China tenha um regime cambial mais flexível, porque o fortalecimento do euro torna os produtos europeus mais caros no mercado global. A Alemanha é particularmente vulnerável a qualquer possível guerra cambial ou comercial, por conta de seu forte setor exportador.
Bruederle está na China e vai representar a Alemanha na reunião do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) na semana que vem, na Coreia do Sul. As reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, no último fim de semana, tornaram-se um fórum de queixas sobre a depreciação cambial competitiva e terminaram sem consenso sobre como agir contra isso. As informações são da Dow Jones.

Extraído de msn.com.br

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