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domingo, 24 de outubro de 2010

A mobilidade urbana no Brasil

A matéria abaixo levanta uma questão importante e que vem sendo pouco debatida pelos candidatos à presidência da República: a mobilidade urbana.
É de conhecimento de todos, uns menor grau e outros em maior grau, que o transporte urbano no Brasil atualmente enfrenta enormes dificuldades como superlotação, demora nas viagens, linhas com ônibus escassos, preços demasiados caros, etc. Com isso, soluções se fazem tão necessárias quanto urgentes para  esta questão, mas por incrível que pareça a solução para esses problemas está posta em nosso próprio país.
O que proponho aqui não é uma panacéia para a questão mas apenas algo que poderia amenizar e muito essa questão. Poderia ser feito, por exemplo, a adoção dos corredores exclusivos de ônibus que é feita em Curitiba-PR em escala nacional; recentemente estive por lá e pude perceber como o modelo funciona de forma bastante satisfatória associado aos modelos de ônibus articulados que podem transportar até 300 pessoas em contrapartida aos ônibus convencionais que não passam de 80 pessoas. Outra medida que também poderia amenizar esta questão se implantada em escala nacional foi implantada pelo governo do estado do Rio de Janeiro que implantou o bilhete único, onde com uma passagem o usuário poderá utilizar 2 transportes de caráter inter-modal pagando apenas um único valor independentemente do quanto o mesmo seja somando os dois transportes. Além dessas é claro que há de se investir também na melhoria e expansão dos outros transportes de massa como trens e o metrô permitindo assim agilizar as viagens dos usuários e reduzir o tempo de deslocamento dos mesmos. Isso sem falar é claro em um subsídio por parte do governo que barateie os custos dos trabalhadores com passagens.
Volto a dizer que essas medidas não são a panacéia para o problema, mas poderia ser um ótimo começo.

Além da superlotação e da precariedade do transporte o tempo médio das viagens que era de 20 minutos,  em algumas cidades,  aproxima-se dos 40
O tema da mobilidade urbana vem sendo pouco discutido nestas eleições. Mas acho que este é um assunto que interessa a todos nós. Para se ter uma ideia, do total de viagens realizadas no país, 41% não são motorizadas, ou seja, são feitas a pé ou de bicicleta. E pedestres e ciclistas sofrem com a ausência de políticas públicas nesta áreas. Um dado impressionante é que o Brasil tem praticamente o mesmo número de usuários de transporte individual – carro, moto – e coletivo – ônibus, trem, metrô. Cada um representa cerca de 30%.
Nas cidades com mais de um milhão de habitantes, no entanto, o transporte público é responsável por uma parcela maior do deslocamento, entre 36 a 40%. Mas infelizmente é no transporte público que as viagens são mais demoradas. O tempo médio é de vinte minutos, sendo que em algumas cidades esse tempo está chegando a quarenta minutos. E essa á uma das principais queixas dos usuários, além da superlotação e da precariedade do transporte.
Uma das formas de enfrentar essa questão está relacionada com o custo do transporte. Hoje, é o usuário quem paga o custo do transporte e compensa as gratuidades. Então, poucas linhas são disponibilizadas, os ônibus ficam lotados, tudo pra fechar a equação.
A verdade é que, em todos os lugares do mundo onde o transporte público é eficiente e de qualidade, ele é também subsidiado pelo governo com dinheiro público. Claro que, dependendo do transporte, o subsídio precisa ser maior. Qual seria, então, a maneira de enfrentar essa questão?
Os profissionais da área de transporte defendem há muito tempo a desoneração do setor, ou seja, custos mais baixos, gasolina e eletricidade mais baratas etc. Com isso a tarifa poderia ser mais baixa para o usuário e os custos mais baratos para as empresas que operam os transportes. Para se ter uma ideia, existe um cálculo que afirma que o custo da operação do metrô no mundo é de U$ 3,5 por pessoa. Um valor muito alto pro usuário arcar.
E sem metrô, é possível melhorar o transporte público? Sim, muitas coisas podem ser feitas independentemente do metrô, como os corredores exclusivos de ônibus. Mas aí aparece uma outra dificuldade histórica: enfrentar a briga com o usuário do carro, que não quer perder o seu espaço.

Extraído de cartacapital.com.br  

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