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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Brasil e Cuba estreitam suas relações por meio de acordos

Ao final do mês passado Brasil e Cuba assinaram acordos de cooperação bilaterais nas áreas de saúde, aviação, agricultura e capacitação técnica. 

Tais acordos servem para exemplificar o quanto Cuba vem passando por reformas desde que Raúl Castro assumiu o poder. 

Desde o embargo econômico feito pelos EUA ao único país socialista das Américas, a ilha agora governada pelo outro irmão Castro vem passando por uma série de dificuldades e racionamentos impostos pelo Governo para tentar amenizar a situação. Apesar do embargo muitos países, inclusive americanos, mantém relações com a ilha, o que não evitou que o mesmo realizasse recentes mudanças e "abrisse" mais o país. 

Prova disso é a aposta que o país vem fazendo na área de turismo, permitindo que cada vez mais pessoas visitem (e gastem, que é o principal) Cuba, além de investir no setor. Outras medidas podem encorpar essa lista de transformações como a entrada de empresas estrangeiras na área de telecomunicação e hotelaria no país e até a criação de um mercado imobiliário por exemplo.

Fato é que com esses acordos, os dois países só têm a ganhar, e cada vez mais Cuba vai encontrando um jeito de se desvencilhar desse embargo imposto pelos norte-americanos. 

A presidenta Dilma Rousseff deve assinar nesta terça-feira 31 em Havana, capital cubana, vários acordos bilaterais para a ampliação de parcerias. A proposta é incrementar projetos científicos e tecnológicos nas áreas de saúde, agricultura, ciências e do setor aéreo. No que depender do governo brasileiro, os cubanos terão apoio para avançar na produção agrícola e expandir a rede pública de atendimento à saúde.

Paralelamente, as autoridades brasileiras e cubanas querem incentivar o turismo. Por isso, um dos acordos negociados visa ao estímulo à competitividade entre as empresas aéreas, apresentando opções de preços e qualidade nos serviços.
Na saúde, as parcerias definem apoio para o fortalecimento da  Rede Cubana de Bancos de Leite Humano. O objetivo é por em prática ações que intensifiquem as pesquisas relativas ao combate e tratamento do câncer e ampliem os estudos e o monitoramento do controle da qualidade de medicamentos em Cuba e no Brasil.
O governo brasileiro se dispõe ainda a apoiar em Cuba a qualificação da prestação de serviços odontológicos. Também está sendo negociado adotar um modelo de pesquisas para estudos relativos a dados  geológicos e recursos minerais. Há ainda propostas para capacitar técnicos da Empresa de Serviços Tecnológicos de Cuba na área de metrologia.
Em fase de aperfeiçoamento e estímulo à produção agrícola, Cuba quer aproveitar o conhecimento dos cientistas brasileiros para capacitar especialistas em novos processos tecnológicos desenvolvidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no que se refere ao combate às pragas que atingem várias culturas, principalmente a soja e o pimentão.
Também deve ser assinado um acordo sobre serviços aéreos cubanos para estimular a competitividade entre as empresas, oferecendo mais opções aos consumidores. A idéia é permitir que esses serviços sejam oferecidos com bons preços e garantir, ao mesmo tempo, segurança operacional e aviação de alto nível.
Cuba é o único país socialista das Américas. Com o fim da União Soviética, o país passou a sofrer de forma mais intensa os efeitos do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos desde 1962. Porém, vários países da região mantêm relações econômicas intensas com os cubanos, como é o caso do Brasil. Só no ano passado, o comércio entre o Brasil e Cuba envolveu US$ 642 milhões.
Nos últimos dois anos, o governo Castro estimula a abertura econômica, adotando medidas que visam à autonomia dos cidadãos. Há ainda várias restrições a essas ações, mas o governo promete intensificá-las.



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