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segunda-feira, 8 de março de 2010

Chile: Prédios fortes, sociedade nem tanto

Depois do Haiti foi a vez do Chile sofrer um terremoto que assolou regiões do mesmo. Apesar dos prédios terem resistido bem aos tremores, que foram piores do que os do Haiti, a sociedade e o governo parecem não demonstrarem a mesma resistência ou força para tanto.

Os engenheiros civis do Chile estão de parabéns: na quase totalidade dos casos, suas construções mostraram-se capazes de resistir a um terremoto centenas de vezes mais intenso que o do Haiti. Mas o Estado e a sociedade civil deixaram a desejar.

A Marinha admitiu responsabilidade na maior parte das mortes. Não esclareceu sobre o perigo de maremoto à presidente Bachelet, que deixou de advertir o povo sobre o perigo, e limitou-se a pedir tranquilidade. No país-modelo das privatizações, ficou evidente a falta de um sistema de comunicações alternativo, capaz de funcionar em uma crise.

O governo foi lento em ajudar uma população desesperada e em prevenir saques, iniciados em menos de 24 horas. Para combatê-los nas regiões mais afetadas, o Exército chileno enviou 14 mil soldados – tanto quanto os EUA enviaram para todo o Haiti, onde, ante miséria e tragédia maiores, as pilhagens demoraram mais a acontecer. A cultura de individualismo e concentração de renda gestada desde a era Pinochet cobrou seu preço.


Extraído de cartacapital.com.br

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