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sábado, 21 de agosto de 2010

Pra inglês ver ?!?!

Brasil e Paraguai querem fazer um acordo para combater o plantio de maconha junto aos agricultores. Até aí uma atitude bem louvável, afinal de contas o combate as drogas se faz necessário. É uma questão de segurança para ambos. Contudo, não levo muita fé nesse projeto não porque acho que é coisa pra inglês ver.
A proposta é a troca do plantio da maconha por gêneros alternativos (?!?!?!?!) acoplado a um sistema de bônus. Pois bem, não se fala em qual ou quais gêneros alimentícios são esses; mas poderíamos pensar que talvez fosse a soja... Caso fosse, será que os pequenos proprietários teriam condições de vender sua soja a preços competitivos como os grande produtores fazer ? (acho que não...) Ou então que seja o arroz, já que esse poderia ser voltado para o mercado interno de ambos os países ou até mesmo em trocas comerciais entre ambos.... mas será que o arroz dará a mesma garantia de lucro que eles tinham plantando maconha ? (também acho que não...)
O ponto onde quero chegar é simples: a proposta dos países é válida, mas o problema é que o gênero ou os gêneros alimentícios que serão propostos pelos governos deverão possibilitar aos pequenos agricultores um meio de subsistência igual ou maior do que os que eles possuíam plantando maconha e isso eu acho difícil de ser conseguido a não ser que seja com a ajuda do bônus, que por sua vez se tornará eterno já que por si só os gêneros alimentícios dificilmente irão garantir a rentabilidade que a maconha garante.



Os governos do Brasil e do Paraguai intensificarão a parceria para um acordo destinado a combater o plantio de maconha na região fronteiriça. A Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) e a Polícia Federal brasileira e o Ministério das Relações Exteriores e autoridades de segurança paraguaias comandarão as ações. A proposta é substituir as plantações da erva por culturas alternativas.
Inicialmente, deverá ser colocado em prática um projeto piloto para um grupo de agricultores da região. A ideia é estimular o plantio de culturas alternativas, em substituição à maconha, e paralelamente repassar um apoio em bônus para os trabalhadores rurais que estavam envolvidos com atividades ilegais. O projeto ainda está em fase de elaboração.
“Temos a obrigadação de cooperar”, afirmou César Aquino, da Senad. Segundo ele, de 80% a 85% da maconha cultivada no Paraguai são remetidos para o Brasil, daí a necessidade de uma parceria no combate ao plantio da droga.
Aquino foi até cidade de Foz do Iguaçu (Paraná), que faz fronteira com o Paraguai. Ele se reuniu com representantes dos ministérios das Relações Exteriores do Brasil e do Paraguai, além de policiais dos dois países.
O representante da Senad lembrou que um projeto semelhante ao sugerido foi implantado em Foz do Iguaçu, na região da Itaipu Binacional, quando houve apoio social para retirar os agricultores de atividades ilegais.  “Queremos nos unir à política do presidente [paraguaio], Fernando Lugo, e avançar nesta realidade”, afirmou.


Extraído de cartacapital.com.br

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