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domingo, 29 de agosto de 2010

Quem não deve, não teme

Em visita da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) a Israel para fins de uma "vistoria" houve uma tentativa de afogar esse intento por parte de Israel que se focou em atacar o Irã para tentar desviar a atenção do órgão e assim não realizar a "vistoria".
Acusar o outro de ter armas nucleares é fácil, o difícil é ser o único país no Oriente Médio que possui arsenal nuclear, fato que tensão na região, e não aderiu ao TNP (Tratado de Não Proliferação Nuclear) não tendo, portanto, compromisso formal com a redução ou até mesmo extinção de seu arsenal bélico nuclear e ainda sim querer que o mundo deixe passar despercebido. 


O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da ONU chegou na última segunda-feira a Israel com a missão de discutir com o governo local uma resolução, tomada por países árabes, que coloca o reator nuclear de Dimona sob inspeção internacional.
Para escapar da pressão internacional, o governo israelense evitou ao máximo a incômoda visita, além de pressionar para que a Agência apontasse o Irã como “ameaça” à não proliferação de armas nucleares no Oriente Médio.
O Estado judeu está na mira da organização chefiada por Yukiya Amano por causa do seu arsenal atômico. A resolução deverá ser debatida novamente no mês que vem na assembleia da AIEA em Viena.
Nestes três dias de visita os israelenses não fizeram menções à capacidade nuclear do país, procurando evadir-se da questão acusando o Irã.
Tentando rebater as críticas da AIEA contra as políticas de Israel, as autoridades locais disseram a Amano que “não permita tentativas tendenciosas de desviar a atenção da comunidade internacional dos reais desafios à (não) proliferação nuclear do Oriente Médio”.
Países árabes e alguns outros membros da AIEA defendem a assinatura por parte de Israel do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), de 1970, o que faria com que o país abrisse mão do seu arsenal nuclear para ter direito a assistência na produção de energia nuclear civil.
Mantendo-se fora do TNP, Israel foge de qualquer responsabilização sobre o seu programa nuclear militar. O país é considerado como o único a possuir arsenal atômico no Oriente Médio, o que causa mais instabilidade à região.
Uma resolução da AIEA em setembro de 2009 pediu a Amano que consulte os “Estados envolvidos” a respeito de como fazer Israel aderir ao TNP, e que apresente um relatório na próxima assembleia.
O presidente Shimon Peres, durante encontro com Amano, chegou a cometer uma gafe, afirmando que a AIEA deveria preocupar-se com Teerã, “que ameaça em usar armas nucleares”.

O comentário ocorreu ao mesmo tempo que a AIEA confirmava que o Irã não possui armas nucleares. Em recentes relatórioas, a agência disse que jamais encontrou evidências de que materiais nucleares civis do Irã estavam sendo utilizados com fins militares.

Extraído de cartacapital.com.br 

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