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sábado, 22 de maio de 2010

Não Faz Mais Do Que A Obrigação

A BP, gigante petroleira responsável pelo vazamento de petróleo na costa americana, diz ter conseguido capturar 1/5 (só isso!) do petróleo que vaza. Pode ser um começo mais ainda é muito pouco para o estrago que esse vazamento vem causando e ainda pode causar...


COCODRIE, Estados Unidos (Reuters) - A gigante petroleira BP disse na segunda-feira que "virou a esquina" na luta contra o vazamento de petróleo no golfo do México, embora a empresa enfrente novos questionamentos sobre a segurança no setor.

A britânica BP disse que o mais recente "remendo" - um sifão de 1,6 quilômetro, colocado por robôs na boca do poço no leito marinho - está capturando quase um quinto do petróleo que vaza.

As autoridades alertaram, no entanto, que esse tubo apenas recolhe o petróleo, mas não contém o vazamento de 800 mil litros diários de petróleo bruto. A empresa disse que já captura cerca de 120 mil barris por dia, e espera chegar a metade do material que vaza.

O relativo sucesso da operação levou as ações da BP a subirem 2 por cento em Londres, ganhos que depois foram revertidos.

Há outras providências sendo tomadas contra o vazamento. Ao lado do vazamento maior há outro, menor.

"Sinto que pela primeira vez viramos a esquina nesse desafio", disse o executivo-chefe da BP, Tony Hayward, após reunião na Flórida com o governador Charlie Christ. "Nas últimas 48 horas, estamos começando a encontrar um sucesso significativo."

O vazamento começou em 20 de abril, quando uma explosão afundou uma plataforma de petróleo acima do poço, causando 11 mortes.

O desastre abalou a imagem da BP, e ameaça causar graves prejuízos econômicos e ambientais na costa sul dos EUA. A reputação da companhia já havia sido afetada por outros desastres nos EUA, como um vazamento em um duto no Alasca, em 2006, e um incêndio em 2005 numa refinaria no Texas, que matou 15 funcionários.

Um estudo divulgado pelo Centro para a Integridade Pública mostrou que duas refinarias da BP representaram 97 por cento de todos os flagrantes de violações de segurança feitos nos últimos três anos por inspetores do governo em refinarias do país.

"A única coisa que se pode concluir é que a BP tem um problema de segurança sério e sistemático na empresa", disse Jordan Barab, subsecretário-assistente de Trabalho, conforme nota da entidade não-governamental.

O Congresso dos EUA está debatendo um novo limite para a responsabilidade civil das empresas por vazamentos de petróleo. O líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, disse que o limite proposto, de 10 bilhões de dólares, é "inadequado".

Esse deve se tornar o maior vazamento de petróleo na história dos EUA, superando o acidente com o navio Exxon Valdez, em 1989 no Alasca. Até agora, no entanto, pouco desse material chegou à costa.




Extraído de msn.com.br

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