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terça-feira, 29 de junho de 2010

E falando em notoriedade...

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia tem "o desafio de ir além de tarifas e subsídios". A declaração, dada durante o seminário Brasil-Itália, em São Paulo, se refere à primeira rodada de negociações dos dois blocos econômicos, que começou hoje em Buenos Aires.


"Estamos sinalizando o compromisso de ambos os blocos em ganhar escalas de competitividade e multiplicar oportunidades de investimento. Também estamos juntando forças em defesa de uma ordem global mais justa", afirmou Lula ao primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi e a empresários italianos no auditório da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).


Para Lula, há motivos para otimismo. "As oportunidades estão traçadas com a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, sem falar nos projetos de infraestrutura no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento", disse o presidente.


O objetivo, segundo ele, pode ampliar o comércio bilateral entre Brasil e Itália. "Estão dadas as condições para continuarmos a multiplicar um comércio bilateral que triplicou entre 2002 e 2008, chegando a US$ 9 bilhões. Mais comércio será a resposta à crise internacional. Queremos ultrapassar a barreira dos US$ 10 bilhões, de forma a refletir as dimensões e potencialidades das nossas economias", afirmou. De acordo com o presidente, o potencial de balança comercial entre os dois países pode chegar a US$ 30 bilhões.


G-20


Lula comentou ainda sobre a reunião do G-20, em Toronto, à qual não compareceu para ir a Alagoas e Pernambuco e avaliar os estragos das chuvas nos últimos dias. O presidente disse confiar em um "compromisso do G-20 em tomar as medidas de saneamento das economias europeias" e apostar em "estímulos necessários para garantir uma retomada forte e sustentável do crescimento global."


"A crise internacional reforçou o papel decisivo dos países emergentes e em desenvolvimento. A Itália encontrará no Brasil uma alternativa sólida e segura contra choques futuros. Isso só é possível porque não repetimos os erros do passado", afirmou o presidente.


O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, fez elogios a Lula e à política econômica brasileira. Ressaltou o tratado de cooperação assinado entre os dois países, em 2 de abril, em Washington. E fez uma brincadeira. "Lula tem 62 anos. Ele agora vai descansar necessariamente quatro anos e depois vai poder trabalhar mais oito pelo Brasil. E ainda terá 74 anos." Em seguida, no entanto Lula rechaçou a possibilidade de voltar ao cargo.


Extraído de msn.com.br

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