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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ainda sobre a crise

O secretário geral da ONU fez um pronunciamento esta semana pedindo aos países ricos para que não suspendam sua ajuda financeira aos países pobres para poder investir em suas próprias economias, o que pode ser feito por conta da crise que casou largos prejuízos aos mesmos.
Ou o secretário é muito ingênuo ao fazer um pedido desse e achar que vai ser atendido ou acha que o países pobres são a ponto de acreditar que ele está "fazendo a parte dele"...


NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, lançou um apelo a líderes mundiais nesta segunda-feira para que não desviem ajuda prometida a países pobres para reforçar suas próprias economias, que ainda estão em uma incerta recuperação após a crise global.
"Não devemos equilibrar nossos orçamentos à custa dos pobres", disse Ban a 140 líderes na abertura de uma reunião de cúpula de três dias promovida para rever as Metas de Desenvolvimento do Milênio, acordadas pela ONU para até 2015.
"Não devemos recuar em relação à assistência oficial ao desenvolvimento, uma ajuda vital de bilhões para bilhões", disse ele.
A ONU concorda que o mundo provavelmente irá reduzir a pobreza e a fome pela metade até 2015, mas está atrasado na implementação das outras metas da iniciativa, que vão desde o ensino infantil e igualdade de gêneros até a sustentabilidade ambiental.
A crise econômica e financeira global complicou os esforços para reduzir a pobreza e a fome nos países mais pobres do mundo, enquanto os doadores enfrentam pressões orçamentárias crescentes e combatem o desemprego em seus próprios países.
Com os países ricos já atrasados em relação a suas promessas de assistência, os doadores estão ansiosos por novas estratégias que assegurem que a ajuda não chegue a programas que desperdicem recursos e tenham pouco impacto sobre os pobres.
O secretário britânico do Desenvolvimento Internacional, Andrew Mitchell, pediu a criação de um plano que acompanhe os avanços em direção às metas de combate à pobreza nos cinco anos remanescentes da iniciativa Metas de Desenvolvimento do Milênio, que começou dez anos atrás.
Mitchell disse que a Grã-Bretanha quer mais transparência, mais coordenação e uma ênfase especial à ajuda às mulheres gestantes e seus filhos recém-nascidos.
"Queremos uma agenda correta de ação nos próximos cinco anos, não muito blablablá e grandes valores em dinheiro sendo transferidos, embora grandes valores em dinheiro sejam importantes", disse Mitchell a jornalistas.
"Queremos atenção focada sobre o que vamos realizar, sobre quais serão os resultados para os que vão ajudar."
O chefe da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), Rajiv Shah, disse à Reuters antes da cúpula que os EUA vão pressionar pela adoção de novas estratégias que destaquem o crescimento econômico, a prestação de contas e o combate à corrupção.
Shah disse que a administração do presidente Barack Obama está comprometida em elevar o orçamento de assistência dos EUA de cerca de 25 bilhões de dólares atuais para 52 bilhões.
Obama deve discursar perante a cúpula na quarta-feira.
Participam dela também o presidente francês Nicolas Sarkozy, a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao.
O diretor do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, avisou os líderes que, se os países ricos e pobres não implementarem políticas para restaurar o crescimento global, o mundo não conseguirá cumprir os compromissos assumidos sob as Metas de Desenvolvimento do Milênio.
Ele exortou as economias avançadas a cumprir suas promessas, feitas em 2005, de aumentar a assistência à África e aumentar o comércio com os países pobres que não onere seus orçamentos.
"O comércio é uma das maneiras mais importantes nas quais os países avançados podem ajudar seus vizinhos de baixa renda, sem incorrer em custos orçamentários", disse ele.

Extraído de msn.com.br

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