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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Incêndios castigam Unidades de Conservação pelo país

Todos temos acompanhado a "onda de calor" que tem ocorrido em certas regiões do país que afeta vários Estados do país, o mais regularmente mostrado é SP por contas da baixa umidade relativa do ar. Essa "onda" é causada por uma massa de ar seco que estacionou na região centro-oeste mas que também afeta a cidade de SP. 
Por conta do ar seco, a possibilidade de focos de incêndio surgirem se torna grande. Incêndios como os que vêm castigando as Unidades de Conservação pelo país podem ser atribuídos a esse tempo seco. Contudo, por isso o motivo da matéria abaixo, esse motivo pode ser usado como desculpa para os despreparo das pessoas que se utilizam das queimadas como técnica de plantio. Se usada de forma errada, a técnica da queimada pode escapar ao controle e ganhar proporções enormes, afetando áreas ao redor da prática e que, nesse caso de tempo seco, podem atingir áreas ainda maiores. 


Com focos de incêndio ainda não controlados em 13 unidades de proteção ambiental do País, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, apontou ontem como a maior perda desta temporada de queimadas a destruição de 90% do Parque Nacional das Emas, em Goiás.
O incêndio começou no dia 13, no entorno do parque, e destruiu a unidade de conservação no Cerrado em menos de 48 horas. A origem da queimada está sendo investigada. Os responsáveis podem ser punidos com até quatro anos de prisão, além de multa de até R$ 50 milhões. Não há previsão de prazo para recuperar a vegetação no parque. 'Pode levar anos', disse a ministra.
Balanço apresentado ontem pela pasta revela que 13% dos focos de calor de agosto captados por satélites encontram-se no interior de unidades de conservação federais ou estaduais. O mesmo porcentual foi registrado em terras indígenas. Mas a maioria das queimadas ocorre em propriedades particulares. 'A possibilidade de queimada espontânea é muito baixa', insistiu a ministra, chamando a atenção para o fato de a maioria das queimadas ser provocada, o que caracteriza crime ambiental.
No Parque Nacional do Araguaia (TO), que registrou o maior número de focos de calor entre as unidades de conservação, o fogo teria origem em práticas agrícolas tradicionais dos índios ou em pastos irregulares, contou a ministra. A terra indígena do Araguaia é recordista em número de focos de calor identificados por satélites. A confirmação de fogo só é feita no local, para afastar as hipóteses de outras fontes de concentração de calor, como telhas de amianto.
Segundo a ministra, ainda não há um balanço fechado das perdas, e as ações de prevenção e combate vão se estender por mais 20 dias, prazo para o fim do período de secas previsto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Mato Grosso, Pará, Tocantins, Maranhão e Rondônia são os Estados que mais concentram queimadas. Diferentemente de anos anteriores, as queimadas não alcançam grandes áreas de florestas, mas estariam concentradas no Cerrado. A prevenção e o combate aos incêndios já consumiram R$ 29,4 milhões, gastos no pagamento das brigadas de incêndio dos órgãos ambientais e uso de aeronaves. 'E ainda vamos gastar mais R$ 20 milhões', disse Izabella.
Balanço. Entre as 65 unidades de conservação, tratadas como 'áreas críticas', 44 são alvo de ações de prevenção, 13 ainda registram queimadas fora do controle e 2 têm incêndios controlados. Em outras 6, o fogo foi extinto, segundo o ministério.
Nas unidades de conservação, mesmo nas de uso sustentável, as queimadas são proibidas. Na semana passada, o Estado mostrou flagrante de fogo e pasto na Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará. No ranking apresentado ontem pelo ministério, a Jamanxim é a terceira unidade de conservação do País que mais queimou em agosto.


Extraído de msn.com.br

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