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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

População "madura" e os reflexos da crise na França

Muito já se falou, em posts anteriores, sobre os efeitos da crise econômica e como ela vem afetando especialmente os países da zona do euro. O efeito crise, levou muitos países da Europa a adotar medidas para recuperar seu superávit primário (obtenção de lucro entre o que o governo gasta e o que o governo arrecada) e com isso medidas, que logicamente desagradam a maioria da população, foram tomadas.
A mais recente está ocorrendo na França onde o presidente quer aumentar a idade para aposentadoria (assim o tempo de contribuição aumenta e o governo arrecada mais), gerando protestos da população. Apesar dessa medida estar fortemente associada a crise, também acredito que ela tenha sido tomada por um outro motivo, em escala menor é bem verdade, que é um velho conhecido do continente europeu: a população "madura".
Como a predominância da população é de adultos e idosos, há a necessidade de medida e políticas desse tipo para equilibrar as contas do governo, pois com a presença de poucos jovens e predominância de adultos e idosos as contribuições tendem a diminuir cada vez menos e a previdência tende a gastar cada vez mais.


PARIS (Reuters) - A França enfrenta uma nova onda de problemas sérios no tráfego ferroviário e aéreo com as greves que começam na noite de quarta-feira, com sindicatos procurando mobilizar milhões de manifestantes contra os planos do governo de elevar a idade mínima da aposentadoria.
Previstas para durar 24 horas, as greves acontecem apenas duas semanas depois de mais de 1 milhão de pessoas terem ido às ruas para protestar contra uma reforma das aposentadorias considerada injusta pelos sindicatos, mas vista como essencial pelo presidente Nicolas Sarkozy no momento em que a austeridade toma conta da Europa.
Os protestos espelham ações semelhantes em outras partes da Europa, à medida que governos endividados reduzem seus gastos, especialmente na Grécia e Espanha, onde mais protestos são previstos para as próximas duas semanas em resposta a algumas das mais duras medidas de austeridade adotadas na zona do euro.
"Este dia precisa ser suficientemente contundente -- cerca de 2 milhões de manifestantes -- para obrigar o governo a fazer novas concessões. Estou confiante", disse François Chereque, presidente da poderosa confederação sindical francesa CFDT.
Os sindicatos disseram que de 2,5 a 2,7 milhões de pessoas protestaram em 7 de setembro. A polícia estimou o número em 1,1 milhão.
A previsão é que as greves atinjam as escolas, mas sobretudo os transportes públicos.
A autoridade francesa da aviação civil pediu que as companhias aéreas reduzam seus voos a Paris em 50 por cento -- o dobro do número atingido no protesto anterior.
Os sindicatos avisaram que farão greve a partir de 19h desta quarta-feira (14h de Brasília) nas ferrovias e na rede RATP de transportes urbanos de Paris. Os trens do metrô estão previstos para cair pela metade.
A ferrovia nacional francesa SNCF também disse que os trens locais e interurbanos serão reduzidos por 50 por cento ou mais, mas que os serviços de trem Eurostar para a Grã-Bretanha funcionarão normalmente.
Bernard Thibault, presidente da CGT, uma das duas confederações sindicais principais, disse que ele e seus colegas sindicalistas se reunirão na sexta-feira para discutir os próximos passos, mas avisou que serão promovidos mais protestos.
Analistas dizem que uma adesão grande à greve provavelmente não resultará em mais do que concessões marginais além do essencial da reforma, vista por muitos como a principal do mandato de cinco anos de Sarkozy, que termina no início de 2012.
Sarkozy e seu governo de centro-direita se mantêm firmes em relação à elevação da idade mínima para a aposentadoria de 60 para 62 anos até 2018 e à elevação de 65 para 67 anos da idade a partir da qual as pessoas têm direito a uma aposentadoria integral.
O governo já fez modificações pequenas à lei, uma parte chave de seu plano para equilibrar as finanças e reduzir as dívidas do país.
A câmara baixa do Parlamento aprovou a lei em 15 de setembro, e agora ela irá a debate no Senado a partir de 5 de outubro. O partido governista UMP e seus aliados de centro-direito têm uma maioria menor no Senado.

Extraído de msn.com.br

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